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O fado nasceu um dia
em que o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
no peito de um marinheiro
que estando triste cantava
Rezava assim o poema de José Régio no inicio dos anos 40...
quando para trás ficava já mais de um século de história e de
histórias do fado, uma canção urbana, que cruzava os extremos
sociais de uma cidade virada para o mar.
O caminho até ao inicio do seculo XXI foi traçado pela vida, pela voz
e pela alma de nomes maiores de uma canção plena de sentimentos
– para muitos, estranhos – que Amália internacionalizou a meio do
século passado e que hoje diferentes gerações cantam num mundo
cada vez mais global, mas com uma alma muito portuguesa.
A ponte entre tradição e modernidade a colocar o fado na primeira
linha da cultura portuguesa no mundo... e candidata-o a património
cultural imaterial da Humanidade da Unesco.
E porque o fado integra de forma definitiva a essência de ser
português, a “A Arte da Terra” – como espaço dedicado á cultura
portuguesa – convidou vários artistas contemporâneos para
que, com alma, “tocassem“ acordes de... arte e dessem asas á sua
imaginação, ao som dos sons que nos identificam no mundo.
O resultado – tão inesperado quanto fascinantemente criativo – pode
ser visto na exposição “Fado – Acordes de... Arte”, de 22 de
Setembro a 30 de Outubro de 2011.
Peças que atestam o reconhecimento nacional e internacional de
nomes grandes do fado (Cristina Branco, Misia, Camané, Carlos do
Carmo, Ricardo Ribeiro, Katia Guerreiro, Antonio Zambujo, José
Martins, entre outros), marcam ainda presença nesta exposição.
A ARTE DA TERRA
Rua de Augusto Rosa, nº 40 1100-059 Lisboa- Tel. 212 745 975
http://www.aartedaterra.pt
e-mail: arte@net.sapo.pt