Exposição "FADO- ACORDES DE ... ARTE", 22 Set. A 30 Out. 2011




O fado nasceu um dia

em que o vento mal bulia

E o céu o mar prolongava

Na amurada de um veleiro

no peito de um marinheiro

que estando triste cantava



Rezava assim o poema de José Régio no inicio dos anos 40...

quando para trás ficava já mais de um século de história e de

histórias do fado, uma canção urbana, que cruzava os extremos

sociais de uma cidade virada para o mar.

O caminho até ao inicio do seculo XXI foi traçado pela vida, pela voz

e pela alma de nomes maiores de uma canção plena de sentimentos

– para muitos, estranhos – que Amália internacionalizou a meio do

século passado e que hoje diferentes gerações cantam num mundo

cada vez mais global, mas com uma alma muito portuguesa.

A ponte entre tradição e modernidade a colocar o fado na primeira

linha da cultura portuguesa no mundo... e candidata-o a património

cultural imaterial da Humanidade da Unesco.

E porque o fado integra de forma definitiva a essência de ser

português, a “A Arte da Terra” – como espaço dedicado á cultura

portuguesa – convidou vários artistas contemporâneos para

que, com alma, “tocassem“ acordes de... arte e dessem asas á sua

imaginação, ao som dos sons que nos identificam no mundo.

O resultado – tão inesperado quanto fascinantemente criativo – pode

ser visto na exposição “Fado – Acordes de... Arte”, de 22 de

Setembro a 30 de Outubro de 2011.

Peças que atestam o reconhecimento nacional e internacional de

nomes grandes do fado (Cristina Branco, Misia, Camané, Carlos do

Carmo, Ricardo Ribeiro, Katia Guerreiro, Antonio Zambujo, José

Martins, entre outros), marcam ainda presença nesta exposição.



A ARTE DA TERRA

Rua de Augusto Rosa, nº 40 1100-059 Lisboa- Tel. 212 745 975

http://www.aartedaterra.pt

e-mail: arte@net.sapo.pt

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